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Estás a dar às pessoas produtos que elas querem?

mulher em frente a monitores

É o truque secreto que toda a gente conhece. O sucesso de um negócio é dar às pessoas, aos clientes, os produtos que elas querem. Ou aquilo de que precisam.

A não ser que sejamos como Steve Jobs. O falecido fundador da Apple não era apologista da ideia e dizia que o segredo era dar às pessoas aquilo que elas não sabiam que precisavam ou queriam. Olhando para o enorme sucesso da Apple nos últimos anos, o homem teria alguma razão. Mas a realidade é que nem todos somos Steve Jobs. Nem todos somos a Apple.

Bem vistas as coisas, o tal truque secreto, nem é um truque, nem é secreto. Porque é assim há muito tempo.

Os produtos que vendemos, aquilo que as pessoas querem ou de que precisam é também aquilo que queremos e precisamos. É a resolução de problemas. O que vamos comer hoje, o que vamos vestir, como nos vamos deslocar para o trabalho, o que precisamos para o executar, como vamos comunicar e como nos vamos distrair no final de mais um dia. Eis alguns dos problemas básicos do dia-a-dia. Há outros que se podem acrescentar a gosto ou por necessidade.

Nada disto é novo. Este conjunto de questões acompanha a humanidade há muito tempo. O que muda é a forma como respondemos, os produtos que utilizamos para resolver as tarefas do dia-a-dia.

Dos bilhetes às fotos

Um exemplo? Vejamos um prosaico. Há uns 30 anos os jovens trocavam mensagens através de bilhetes escritos à mão e passados em segredo. Às vezes pedindo para que o papel fosse destruído depois de lido. Hoje trocam mensagens através de smartphone e, em muitos casos, utilizam aplicações que eliminam o conteúdo em poucos instantes.

Mais? Há uns anos, as pessoas guardavam as fotografias coladas em álbuns ou em caixas onde enfiavam as fotografias impressas e os rolos que lhes deram origem. Hoje, a maioria guarda-as em computador. Os exemplos do género podem suceder-se.

Criar hoje um ‘novo’ produto é uma missão difícil e que merece ponderação. O objectivo é o mesmo de sempre: ajudar as pessoas (os clientes) a resolver um problema, de forma melhor e mais simples do que até aqui.

À partida parece simples. Se aquilo que precisamos e queremos é aquilo que as outras pessoas precisam e querem; Se temos o produto que responde aos nossos problemas, então esse mesmo produto responde aos problemas das outras pessoas. Se é assim, todos o vão querer e o caminho do sucesso é já ali.

Parece simples, não parece? Mas não é. Apesar dos problemas serem comuns, a história ensinou-nos que as formas de os resolver são muito diferentes.

Regressemos à questão das fotografias. Deixamos para trás os álbuns fotográficos e as caixas e guardamos as memórias em formato digital. O problema está em como as guardamos. A resposta para o problema é diversa: há quem as guarde no disco do computador (e há muitas marcas e modelos), há quem prefira discos externos (também com muitas marcas e modelos), há quem opte por serviços de armazenamento na nuvem (aqui também com muitas opções).

Um novo produto

Criar um novo produto implica a obrigação de conhecer os potenciais clientes. De determinar em essência qual é o problema que queremos ajudar a resolver e se aquilo que temos para oferecer vai agradar a um número suficiente de pessoas a ponto de suportar o nosso negócio. Esquece a ilusão de que aquilo que tens para vender agrada e serve a toda a gente.

Se tens algo novo para lançar, óptimo. Avança. Promove o produto, vende-o às pessoas, torna-o ainda melhor. Ter algo novo é um primeiro passo para ter sucesso.

Há sempre coisas novas a aparecer. Há uns 50 anos não havia necessidade de técnicos de informática. Hoje não há suficientes para responder à procura.

Se não tens algo novo, não é caso para desistires. Pega no teu produto e torna-o melhor e diferente dos outros. Dá-lhe um toque pessoal. Presta um serviço melhor. E promove-o. Promove-o muito bem. Se as pessoas não souberem o que tens para lhes vender, nunca te vão comprar nada. Mas tu queres vender, certo? Vai em frente.

José Freitas

José Freitas

Ajudo pequenas e médias empresas e empreendedores a criar estratégias online para conseguirem melhores clientes, através da comunicação relacional. Na minha vida passada fui jornalista durante 25 anos. A comunicação é a minha praia. Viciado em café intenso e aromático.

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