Empresário sentado em frente a um computador, olha para graficos.

O que é o GEO, o AEO e porque é tudo SEO (search everywhere optimization)

Quando foi a última vez que fez uma pergunta ao ChatGPT em vez de a escrever no Google? E quando fez um cliente seu o mesmo sobre o seu negócio, sem que o soubesse? Estas duas perguntas explicam porque é que o GEO (Generative Engine Optimization) passou de curiosidade a prioridade. Em mais de dez anos a acompanhar contas de Search Console e GA4 de PMEs portuguesas, observamos na Kaksi Media o mesmo padrão em quase todas: impressões a subir, cliques a estabilizar ou a descer. O site aparece mais e é visitado menos.

Se gere uma clínica, um alojamento, uma marca de produto ou uma empresa de serviços e sente que “o site já não traz o que trazia”, não está sozinho e não está a imaginar coisas.

Durante mais de 20 anos, a prioridade foi otimizar para o Google. Agora há uma nova camada por cima: os motores de IA, que leem o conteúdo, respondem por ele e nem sempre enviam o clique. A boa notícia é que as regras do jogo novo se parecem muito com as do antigo. Mas só quando este era bem jogado.

O que é o GEO e em que difere do SEO?

GEO é a otimização de conteúdo para ser citado pelos motores de IA. De forma simplista, podemos dizer que o SEO otimiza para rankings e o GEO otimiza para respostas.

Elaborando: o SEO clássico trabalha para que uma página apareça bem posicionada numa lista de resultados (os famosos links azuis do Google). O GEO trabalha para que o conteúdo dessa página seja usado e citado quando uma IA gera uma resposta direta.

Então isso não é o AEO? O AEO (Answer Engine Optimization) é um termo intermédio, nascido com a pesquisa por voz e os ‘featured snippets’, hoje absorvido na prática pelo GEO, como assinala o guia da Writer sobre GEO, AEO e SEO. Os três termos descrevem camadas do mesmo trabalho: tornar o conteúdo encontrável, compreensível e citável, onde quer que a pesquisa aconteça.

Uma das vozes mais importantes e escutadas do mundo da otimização para as ferramentas de pesquisa, Rand Fishkin, propõe que SEO passe a significar Search Everywhere Optimization: otimização para todo o lado onde as pessoas pesquisam. Google, sim. Mas também YouTube, Amazon, Instagram, Reddit e os motores de IA.

Como é que a pesquisa mudou nos últimos dois anos?

Os números são claros e vêm de fontes independentes. Segundo o estudo da SparkToro com dados da Similarweb, nos primeiros quatro meses de 2026, 68% das pesquisas no Google nos EUA terminaram sem um único clique. Em 2024 eram 60%. Há dez anos, cerca de 45%. É a aceleração mais rápida da última década, empurrada pelos AI Overviews, que já aparecem em mais de 20% das pesquisas e, segundo a investigação da Ahrefs, reduzem a taxa de cliques em quase 60% quando presentes.

Gráfico SparkToro e SimilarWeb.

Gráfico de SparkToro com dados de SimilarWeb

Ao mesmo tempo, a pesquisa dispersou-se.

A análise da SparkToro e da Datos a 41 sites com atividade de pesquisa significativa mostra que os motores tradicionais ainda concentram cerca de 80% das pesquisas em desktop, mas o comércio eletrónico (Amazon, Booking, eBay) já vale perto de 10%, as redes sociais 5,5% e as ferramentas de IA 3,2%. Nesta fase, Amazon, Bing e YouTube recebem, cada um, mais pesquisas em desktop do que o ChatGPT.

O que significa isto para as empresas em Portugal?

Para uma PME portuguesa, isto é, para já, menos dramático. Mas, por outro lado, é mais exigente do que parece. O Google não desapareceu e continua responsável por perto de três quartos de toda a pesquisa. Mas transformou-se num destino final e não num ponto de passagem. As ferramentas de IA, que enviam menos de 1% do tráfego para fora, respondem com base no que está publicado e bem posicionado no Google. Quem desiste do SEO desiste também do GEO. As duas camadas alimentam-se uma à outra.

É exatamente este o padrão que a Kaksi observa nas contas que gere, de clínicas de saúde a marcas de vinho e alojamento universitário, até lojas de comércio eletrónico: a visibilidade total (impressões, menções, pesquisas de marca) cresce, enquanto o clique genérico de topo de funil encolhe.

O tráfego que chega, chega mais qualificado, mais abaixo no funil, muitas vezes já com a decisão meio tomada. Medir apenas sessões tornou-se uma forma de se enganar a si próprio.

Gráfico de Google Analytics

Em cerca de ano e meio, a queda dos visitantes que chegam de pesquisa orgânica e direto no site de um cliente da Kaksi Media é lenta mas perceptível.

Porque é que “abandonar o SEO e apostar tudo na IA” não funciona?

Há um discurso a ganhar força internet fora: o SEO morreu, o futuro é aparecer no ChatGPT, e há quem prometa presença nas respostas de IA em semanas. A promessa não resiste aos dados e pode transformar-se numa tragédia a curto e médio prazo.

Primeiro, a escala: as ferramentas de IA representam cerca de 3% da pesquisa em desktop. A maior parte das respostas geradas por IA acontece dentro do próprio Google, através dos AI Overviews (a Vista geral de IA). Abandonar o Google para “otimizar para a IA” é abandonar o local onde a IA mais responde.

Segundo, o que determina a sobrevivência não é tática, é estratégia. A análise de Cyrus Shepard a 400 sites que cresceram durante a queda de tráfego de 2024 a 2026 identificou os fatores que previram quem resistiu:

  • oferecer um produto ou serviço que a IA não substitui,
  • permitir completar tarefas no site (83% dos vencedores),
  • ter dados ou recursos próprios que mais ninguém tem (92%)
  • e ter marca forte.

Nenhuma ferramenta de “otimização para IA” cria estas condições num mês. A experiência acumulada da Kaksi com mais de 100 clientes aponta na mesma direção: os projetos que resistem a mudanças de algoritmo, e agora à camada de IA, são os que construíram ativos difíceis de copiar, não os que perseguiram o truque do trimestre.

Terceiro, o problema da medição. Quem promete resultados rápidos em IA raramente explica como os vai medir. Sem uma estratégia de dados que cruze Search Console, GA4, pesquisas de marca e tráfego de referência de IA, qualquer promessa é vazia e inverificável.

Diferenças entre SEO, AEO e SEO.

Como se aparece nas respostas do ChatGPT e dos AI Overviews?

Com respostas diretas sob títulos em pergunta, dados citáveis, fontes credíveis e autoridade demonstrada. As IAs citam quem responde melhor, não quem grita mais.

A investigação académica confirma-o. O estudo de Princeton, Georgia Tech e IIT Delhi que cunhou o termo GEO testou nove técnicas de otimização e concluiu que adicionar estatísticas, citações de fontes e dados concretos aumenta a visibilidade nas respostas geradas por IA em 30 a 40%. Nas análises de páginas citadas pelo ChatGPT, cerca de 72% usam o que a Kaksi chama “cápsulas de resposta”: um parágrafo curto e autónomo, logo abaixo de um título em pergunta, que responde em 20 a 25 palavras antes de elaborar. Este artigo usa essa técnica duas vezes; se o leitor não deu por ela, é porque funciona.

O resto é o SEO do costume, quando bem feito e sem ‘hacks’, aqueles truques que prometem resultados ao estilo de foguete numa festa popular: primeiro, sobe veloz, depois estoura e a queda é irreversível (e pode ser para sempre).

Então como é que se faz um SEO de qualidade? Com:

  • estrutura semântica limpa,
  • dados originais,
  • experiência em primeira mão,
  • autoridade construída ao longo do tempo.

O que mudou foi o destino do conteúdo, não a natureza do trabalho.

Como trabalha a Kaksi Media esta nova camada?

O ponto de partida é sempre o mesmo: dados antes de opiniões. Antes de tocar numa única página, fazemos uma auditoria ao Search Console e ao GA4 do cliente para separar o que é queda real de procura do que é queda de cliques com impressões estáveis, o sintoma clássico da ‘era zero-click’. Em seguida, identificamos que conteúdos já aparecem em AI Overviews ou são citados por motores de IA e que pesquisas de marca estão a crescer, o indicador que, nas contas geridas pela Kaksi, melhor mede a influência que o clique já não mostra.

A partir daí, o trabalho tem três frentes:

  1. reestruturar o conteúdo existente com títulos em pergunta e cápsulas de resposta, priorizando as páginas de serviços e as perguntas frequentes reais dos clientes;
  2. criar conteúdo com prova própria, porque dados originais e casos concretos são precisamente o que as IA mais citam e o que a concorrência não pode copiar;
  3. redefinir a medição, substituindo o tráfego total por um quadro de dados que cruza impressões, pesquisas de marca, tráfego de referência de IA e, sobretudo, contactos e vendas.

Quem mais beneficia deste trabalho são negócios com serviço real e âmbito definido: clínicas, alojamento, comércio eletrónico, comércio especializado, serviços profissionais. São os perfis que dominam o historial de mais de 100 clientes da agência.

Diagrama com as três frentes do método da Kaksi Media para otimizar um site para motores de IA: reestruturar o conteúdo com cápsulas de resposta, criar prova própria e redefinir a medição.

O tráfego era a métrica. A influência é o resultado.

Na Kaksi Media temos uma posição clara: o GEO não substitui o SEO, expande-o, e quem tratar os dois como disciplinas separadas vai pagar duas vezes pelo mesmo trabalho. O que se constrói bem, fica. O que se construiu bem para o Google durante 20 anos é hoje a matéria-prima das respostas de IA. Agora é preciso dar continuidade.

Para quem quer perceber onde o seu negócio já aparece, onde está invisível e o que fazer primeiro, a consulta estratégica gratuita da Kaksi Media começa exatamente aqui: com uma análise das suas contas de Search Console e GA4, desenhada para o seu negócio. Agende a sua e transforme a incerteza da nova pesquisa numa decisão informada.

Declaração de autenticidade: Conteúdo criado pela equipa da Kaksi Media com escrita, edição e revisão humana e apoio de IA.

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