A arte e a ciência da descrição de produtos nas lojas online

como melhorar os textos no comércio electrónico

Como deve ser a descrição dos produtos numa loja online? Muito específica e completa? Pode tornar-se maçadora e chata. Simples e básica? Pode perder o cliente por falta de informação. Nem muito básica nem muito específica? Pode tornar-se maçadora por um lado mas faltarem-lhe pormenores importantes, por outro.

Ahhhh….!

Descrever com qualidade e rigor os produtos numa loja online é, convenhamos, um processo complexo. É uma arte e uma ciência nestes nossos dias, em que nascem lojas online todos os dias.

Qual é o foco?

Uma das principais dificuldades patentes na descrição é a falta de foco no interesse dos clientes. Os gestores da loja até podem conhecer o público alvo mas têm a tentação de o imaginar à sua medida. Acabam por ser influenciados por uma vivência que é sua e não a dos clientes.

As primeiras perguntas que se devem fazer são as mais importantes e espantosamente simples: o que leva o cliente a comprar o produto ou serviço que temos para vender? Qual é o seu objectivo?

Ele ou ela querem resolver um problema, responder a uma necessidade, cumprir um desejo? Até que ponto alcançar essa finalidade o(a) vai ajudar?

Perceber as motivações dos clientes é essencial para saber como descrever os produtos ou serviços na loja online. E um passo importante para o teu objectivo, que é vender.

Como melhorar os textos das descrições

É sabido que as imagens na Internet têm uma importância fundamental. Nos websites de comércio electrónico ainda mais. Têm de ser de alta qualidade.

Mas de nada servem belas fotos se o texto que as acompanha é uma desgraça, não as contextualiza, nem valoriza.

Não há mandamentos sagrados mas há linhas condutoras que devem ser seguidas na arte de criar textos de qualidade para um website de ecommerce.

Os textos, e em concreto as descrições dos produtos, têm de:

  • Informar
  • Entreter
  • Apelar
  • Persuadir

Não devem ser uma tese académica, muito menos um manual de instruções sobre como montar um motor de um automóvel mas também não podem ter a linguagem das mensagens de telemóvel.

  • Têm de ser ajustados aos produtos.
  • Sem erros ortográficos e gramaticais.
  • Usar uma linguagem clara e compreensível mas não banal.
  • Apresentar o produto ou serviço, em concreto as suas características principais.
  • Informar sobre as funcionalidades específicas, se as houver.
  • Cativar para as vantagens que resultam de o usar ou ter.
  • Incluir uma chamada para a acção, convidando o cliente a comprar.

Não é muito, nem pouco. A arte passa por fazer com que cada frase seja o suficiente para fazer o leitor continuar, até carregar no botão que vai levar o produto para o carrinho de compras.

José Freitas

José Freitas

Jornalista de profissão, aficionado do WordPress em projectos pessoais e colaborativos. Cinema, música, tecnologia, fotografia e mais umas coisas. De vez em quando assobia e alguma coisa acontece.

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